sexta-feira, 17 de julho de 2009

FOI MAIS OU MENOS ASSIM QUE ACONTECEU...



Como eu escrevo esse texto ao futuro, não sei como eu, sua mãe e até mesmo você vai estar. A única certeza que tenho e que seja lá como nos estivermos, gostaria que você soubesse que fiz de tudo para dar a você uma vida feliz. Prometo que vou tentar ser um bom pai (isso não significa que vou ficar passando a mão em sua cabeça a toda hora), também vou tentar ser seu amigo, seu companheiro, e se você se contentar com pouco, posso ser seu Super-Herói.

Filho, um dia lendo uma crônica do Nelson Rodrigues, onde ele relatava que o filho de Otto Lara Rezende perguntava ao pai: “Pai, se eu pedisse a você um conselho para o resto da minha vida, qual seria ele?” Na hora que li isso, eu já imaginei a situação acontecendo com nos dois... minha resposta seria o seguinte: Meu filho, viva a vida do melhor jeito possível, aproveite tudo e todos ao máximo e nunca tenha vergonha de expressar seus sentimentos, se tiver vontade, encha o peito e a boca, olhe nos olhos e diga EU TE AMO. Isso eu vou sempre te ensinar... se amar, diga que ama!

Meu filho, gostaria que soubesse que você é o detalhe que ontem, hoje e sempre me leva a viver e continuar lutando. Desde o primeiro parágrafo deste texto até o prezado momento de sua leitura, quero expressar o meu sentimento por você e ainda não consegui, não há palavras para colocar para você entender o quanto te amo. Não dá pra expressar o que sinto, meu coração dispara quando percebo que você está me olhando com os olhos arregalados de curiosidade. As vezes estou fazendo a barba e você está no carrinho me olhando, as vezes estou conversando e você está parado me olhando, parece que você quer participar da conversa, outras vezes estou eu parado vendo meus filmes e percebo que você está me olhando, por Deus do céu, meu coração dispara, mas segundo depois parece que você sai do transe e volta a brincar. São nestes momentos que me vem o medo de não poder corresponder a altura toda essa sua curiosidade, toda essas suas indagações meio ainda que inconscientes, meu coração dispara como qual disparava nos idos de minha infância quando era escalado para ir a frente da sala de aula e responder questões da professora, meu coração nestes momentos que você me olha bate acelerado e sinto o mesmo medo que também sentia na mesa época de minha infância quando nas reuniões de pais e filhos tinha medo de minha mãe não aparecer. Não tenho medo de ser seu ai, tenho medo de não poder corresponder a sua altura, porque você para mim já é tudo.

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